A corrida é como a vida: somos desafiados diariamente”, afirma o atleta Felipe Costa da Silva. Conheça sua história!

Se você é tubaronense ou mora na região e é ligado em corrida de rua, já ouviu falar no atleta Felipe Costa da Silva. O atleta vem se destacando cada vez mais dentro do cenário nacional da modalidade de ultramaratonismo.

Em 2019, Felipe se consagrou campeão no Campeonato Continental de Ultramaratona em Bertioga (SP). Ele percorreu 100 quilômetros da prova em 7 horas e 11 minutos. A marca alcançada foi tão boa que rendeu indicação a prêmio internacional de ultramaratona.

“É emocionante demais ter realizado este sonho de representar a seleção brasileira e ser campeão sul americano! Tenho certeza que valeu muito a pena todos os sacrifícios e toda a dedicação de anos a corrida”

Os frutos que Felipe colhe todo mundo acompanha, mas como ele chegou até aqui? Confira sua história logo abaixo!

 

Como tudo começou

Felipe Costa da Silva é natural de Tubarão/SC, é filho de dona Cacilda e seu Valério, caçula de dois irmãos. Tem 31 anos, é casado com a Luciane e tem um filho, o João.

Quando pequeno não sonhava em ser jogador de futebol, aliás é um esporte que pouco tem afinidade.

“Sempre sonhei em ser atleta desde muito pequeno, eu brincava sozinho de competir em casa. Na escola era muito participativo na educação física, nas mais diversas modalidades. Inclusive fingia que era da seleção brasileira”

A participação do atleta tubaronense em competições começou cedo e não foi em corrida. A primeira delas foi na OLESC, representando o município no Voleibol, aos 13 anos de idade. Aos 18 anos é que Felipe disputou sua primeira prova de corrida.

“Foram 5km, larguei que nem um louco e quase morri para terminar! Fiquei 2° na categoria… na época eu não era corredor e sim nadador, então foi tenso”

E foi assim: se testando em vários esportes que descobriu sua vocação na corrida, e, com muita disciplina e dedicação, Felipe se tornou uma referência na modalidade.

Como tudo não são flores, em 2016 teve um grande susto. Uma lesão no quadril quase lhe tirou o que mais gosta de fazer.

“Já tive algumas lesões, mas em 2016 uma lesão grave no quadril me assustou. Por pouco não precisei passar por uma cirurgia. Esta lesão me deixou cinco semanas totalmente parado e pela primeira vez, tive medo de não voltar”

 

Seleção brasileira

Em 2011 Felipe foi convocado para participar do mundial de triathlon em Las Vegas e ainda para competir no pan-americano de longa distância triathlon. Como corredor, o convite chegou em 2016, para disputar ultramaratona na Espanha. Dai em diante, seu nome sempre apareceu nas listas dos convocados para vestir a verde e amarela. Em 2018 participou do mundial na Croácia, sendo o melhor brasileiro nos 100km e ano passado, 2019, foi campeão no Campeonato Continental de Ultramaratona em Bertioga (SP). Neste ano de 2020, Felipe já esta escalado para disputar o mundial dos 100k na Holanda, contudo, em decorrência da pandemia, as atividades estão suspensas até segunda ordem.

“No próximo mundial o objetivo é melhorar meu tempo e  minha classificação a nível mundial nos 100km”

 

Asfaltou ou trilha? Longo ou curto?

Pergunta difícil para Felipe responder, essa ele pensou bastante e a conclusão que chegou é que não é muito fã de provas curtas.

“Eu amo correr em todos os lugares possíveis e de desafios, tenho uma paixão enorme por provas longas, seja trilha ou asfalto. Eu amo estar nas trilhas e em meio a natureza, treinar, mas confesso que me sinto mais confiante e a vontade no asfalto. Agora quanto a provas curtas, me sinto desafiado nelas e faço algumas, mas não sou muito fã”

Uma de suas provas preferidas é a Garopaba Run Adventure do Cortuba.

 

A importância de um profissional nos treinos de corrida

Além de corredor o Felipe é profissional de educação física e treinador de corrida. Há 7 anos montou uma assessoria esportiva que tem hoje mais de 200 corredores, espalhados por todo Brasil. Através disso, consegue viver do que nasceu para fazer: o esporte.

“Eu sonhava em ter um negócio próprio na área e então criei a F3. Hoje sou muito feliz e realizado com tantos alunos apaixonados pela mesma coisa que eu. Muitos mudaram suas vidas e este sempre foi meu objetivo: transformar vidas através do esporte”

E há quem diga que correr com orientação é dinheiro jogado fora. Felipe reforça que toda atividade física deve ser orientava por um profissional qualificado e que entenda realmente do assunto.

“Quando falamos de saúde e qualidade de vida, estamos trabalhando diretamente com nosso corpo.  Um profissional da área vai saber a carga e intensidade ideal para aplicar a cada um de acordo com as suas limitações e objetivos”

E se não fosse atleta, Felipe não sabe o que seria. Não consegue enxergar-se além do que faz hoje.

“Não me imagino fazendo outra coisa. A corrida me acalma e me deixa feliz. A corrida é meu vício e remédio diário, me faz muito bem em vários quesitos, me faz acreditar que sou capaz de vencer dificuldades com calma e vencendo etapa por etapa sem me desesperar. A corrida é como a vida: somos desafiados diariamente”

Texto: Patrícia Amorim/Portal Infosul